terça-feira, 18 de setembro de 2018

JOVEM DE 24 ANOS, POBRE, NEGRO, QUILOMBOLA, ALUNO DE ESCOLA PÚBLICA SE FORMA EM MEDICINA EM UNIVERSIDADE FEDERAL



"VEJA ABAIXO O DESABAFO QUE O JOVEM MÉDICO JOÃO COSTA FEZ EM NAS REDES SOCIAIS DEPOIS DE SUA FORMATURA"

Jovem médico formado pela Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, conta um pouco da sua história
Seis longos anos se passaram desde a minha aprovação em Medicina na UFS Campus de Lagarto, e com a proximidade da colação (faltam exatamente 100 dias) resolvi compartilhar um pouco da minha história.

Seis longos anos se passaram desde a minha aprovação em Medicina na UFS Campus de Lagarto, e com a proximidade da colação (faltam exatamente 100 dias) resolvi compartilhar um pouco da minha história.

Eu, João Santos Costa, negro, quilombola, filho de lavradores, nascido e criado na roça, filho do meio e integrante de uma família humilde composta por 11 irmãos e rodeada pela pobreza, chego ao fim de uma enorme batalha!

Atualmente com 24 anos de idade, sou oriundo da cidade de Simão Dias-Sergipe, nascido e crescido no povoado Sítio Alto, uma comunidade autodeclarada quilombola, formada por descendentes de escravos e que desde sua criação foi assolada pela pobreza e por precárias condições de vida e moradia.

Desde criança já sabia que para poder melhorar a minha condição social e a da minha família teria que sair do paradigma que era comum onde eu morava (trabalhar na roça para prover o sustento) e me aventurar no mundo da educação e do conhecimento.
Confesso que não foi fácil nascer em uma família grande, pobre, que nem conseguia manter minimamente os filhos com itens básicos como alimentação e vestimenta e ainda conseguir estudar, principalmente para meus pais, analfabetos que mal conseguem assinar o próprio nome.

Chegar na faculdade então? Uma utopia. Morava em uma comunidade em que poucos haviam chegado ao ensino médio, quiçá chegar à Universidade Federal.

Lembro-me que haviam momentos em que eu não sabia o que comeria no decorrer do dia, nem o que vestiria para ir estudar, nem se teria sapatos para calçar, mas eu nem pensava em faltar às aulas e muito menos em usar tais obstáculos como empecilhos para não buscar conhecimento  @ Lagarto, Sergipe




blog manhã nordestina.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

JOVEM DE 24 ANOS, POBRE, NEGRO, QUILOMBOLA, ALUNO DE ESCOLA PÚBLICA SE FORMA EM MEDICINA EM UNIVERSIDADE FEDERAL



"VEJA ABAIXO O DESABAFO QUE O JOVEM MÉDICO JOÃO COSTA FEZ EM NAS REDES SOCIAIS DEPOIS DE SUA FORMATURA"

Jovem médico formado pela Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, conta um pouco da sua história
Seis longos anos se passaram desde a minha aprovação em Medicina na UFS Campus de Lagarto, e com a proximidade da colação (faltam exatamente 100 dias) resolvi compartilhar um pouco da minha história.

Seis longos anos se passaram desde a minha aprovação em Medicina na UFS Campus de Lagarto, e com a proximidade da colação (faltam exatamente 100 dias) resolvi compartilhar um pouco da minha história.

Eu, João Santos Costa, negro, quilombola, filho de lavradores, nascido e criado na roça, filho do meio e integrante de uma família humilde composta por 11 irmãos e rodeada pela pobreza, chego ao fim de uma enorme batalha!

Atualmente com 24 anos de idade, sou oriundo da cidade de Simão Dias-Sergipe, nascido e crescido no povoado Sítio Alto, uma comunidade autodeclarada quilombola, formada por descendentes de escravos e que desde sua criação foi assolada pela pobreza e por precárias condições de vida e moradia.

Desde criança já sabia que para poder melhorar a minha condição social e a da minha família teria que sair do paradigma que era comum onde eu morava (trabalhar na roça para prover o sustento) e me aventurar no mundo da educação e do conhecimento.
Confesso que não foi fácil nascer em uma família grande, pobre, que nem conseguia manter minimamente os filhos com itens básicos como alimentação e vestimenta e ainda conseguir estudar, principalmente para meus pais, analfabetos que mal conseguem assinar o próprio nome.

Chegar na faculdade então? Uma utopia. Morava em uma comunidade em que poucos haviam chegado ao ensino médio, quiçá chegar à Universidade Federal.

Lembro-me que haviam momentos em que eu não sabia o que comeria no decorrer do dia, nem o que vestiria para ir estudar, nem se teria sapatos para calçar, mas eu nem pensava em faltar às aulas e muito menos em usar tais obstáculos como empecilhos para não buscar conhecimento  @ Lagarto, Sergipe




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