segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Estiagem prolongada no Nordeste pode estar com os dias contados


Controladores de clima estimam que nos próximos 10 anos o cenário sobre aquecimento global deve mudar completamente. De acordo com eles, contrário ao que tem sido discutido ao longo de todos esses anos, estudos apontam agora para um resfriamento que deve durar até cerca de 2030, o que pode significar, de modo geral, o fim do ciclo da estiagem prolongada no Nordeste. Caso haja mesmo a chegada das chuvas na região, a estiagem prolongada pode estar com os dias contados.
Esta foi uma das boas novas anunciadas pelo professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Luiz Carlos Molion, durante palestra realizada em Petrolina - PE. Convidado pelo Sindicato dos Produtores Rurais do município, o PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas fez um diagnóstico dos últimos 180 dias com relação a produção agrícola regional e apresentou as perspectivas para o inverno 2018/2019.



Especialista faz palestra em Petrolina. (Foto: Reprodução/TV Jornal).


Rio São Francisco; O professor Molion, que já é considerado a maior autoridade em matéria de meteorologia da América Latina, também aproveitou o ensejo para fazer um alerta sobre o Rio São Francisco. “A situação do rio está muito ruim em todos os aspectos”. Depois de mostrar um mapa que fez comparando os anos de 1997 a 2016 com o período anterior, de 1978 a 1996, o cientista disparou. “Tivemos uma redução da ordem de 150 milímetros por ano no chamado Alto São Francisco (que corresponde da nascente até Pirapora – MG), essa redução equivale a uma vazão de 500 metros cúbicos por segundo, o que quer dizer que há 30 anos o rio tinha uma vazão de 3.200 metros cúbicos por segundo, lá em Xingó, e hoje tá reduzida para 2.300”, lamentou.

Após o assunto, Molion chegou a lembrar que a usina Xingó foi construída para ter 10 geradores, mas só foram instalados seis e hoje só tem um funcionando. O professor concluiu a palestra falando sobre novos modelos de energia solar e sobre o projeto de Transposição do Rio São Francisco, onde defendeu a integração das bacias do São Francisco e Tocantins.


Fonte: Tv Jornal/NE10




               Blog manhã nordestina.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Estiagem prolongada no Nordeste pode estar com os dias contados


Controladores de clima estimam que nos próximos 10 anos o cenário sobre aquecimento global deve mudar completamente. De acordo com eles, contrário ao que tem sido discutido ao longo de todos esses anos, estudos apontam agora para um resfriamento que deve durar até cerca de 2030, o que pode significar, de modo geral, o fim do ciclo da estiagem prolongada no Nordeste. Caso haja mesmo a chegada das chuvas na região, a estiagem prolongada pode estar com os dias contados.
Esta foi uma das boas novas anunciadas pelo professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Luiz Carlos Molion, durante palestra realizada em Petrolina - PE. Convidado pelo Sindicato dos Produtores Rurais do município, o PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas fez um diagnóstico dos últimos 180 dias com relação a produção agrícola regional e apresentou as perspectivas para o inverno 2018/2019.



Especialista faz palestra em Petrolina. (Foto: Reprodução/TV Jornal).


Rio São Francisco; O professor Molion, que já é considerado a maior autoridade em matéria de meteorologia da América Latina, também aproveitou o ensejo para fazer um alerta sobre o Rio São Francisco. “A situação do rio está muito ruim em todos os aspectos”. Depois de mostrar um mapa que fez comparando os anos de 1997 a 2016 com o período anterior, de 1978 a 1996, o cientista disparou. “Tivemos uma redução da ordem de 150 milímetros por ano no chamado Alto São Francisco (que corresponde da nascente até Pirapora – MG), essa redução equivale a uma vazão de 500 metros cúbicos por segundo, o que quer dizer que há 30 anos o rio tinha uma vazão de 3.200 metros cúbicos por segundo, lá em Xingó, e hoje tá reduzida para 2.300”, lamentou.

Após o assunto, Molion chegou a lembrar que a usina Xingó foi construída para ter 10 geradores, mas só foram instalados seis e hoje só tem um funcionando. O professor concluiu a palestra falando sobre novos modelos de energia solar e sobre o projeto de Transposição do Rio São Francisco, onde defendeu a integração das bacias do São Francisco e Tocantins.


Fonte: Tv Jornal/NE10




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