quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Organização internacional apoia mobilização dos canavieiros de Pernambuco



Os canavieiros e canavieiras de Pernambuco entram, hoje, no terceiro dia de greve. Eles reivindicam que sejam mantidos, na Convenção Coletiva de Trabalho, os direitos historicamente conquistados, e que os patrões estão ameaçando retirar. Ontem, a FETAEPE (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais do Estado de Pernambuco), representante legal da categoria, recebeu a cópia de uma carta aberta da UITA (União Internacional das Associações de Trabalhadores Alimentícios, Agrícolas, Hoteleiros, Restauradores, Tabaco e Afins) aos empresários do Setor Sucroalcooleiro do estado, pedindo que eles revisem seu posicionamento e retomem o diálogo com os trabalhadores, buscando uma saída que beneficie a todos. O texto diz ainda que a instituição permanecerá acompanhando a situação, e que estará pronta para tomar, caso necessário, as medidas pertinentes, em nível nacional e internacional.

A FETAEPE se reuniu, ontem à tarde, com lideranças da Mata Norte e da Mata Sul, para fazer uma avaliação da paralisação. Ficou decidido que as mobilizações serão mantidas, até que os empresários voltem atrás na proposta de retirada das horas in itinere (tempo gasto pelo empregado, em transporte fornecido pelo empregador, de ida e volta até o local de trabalho). “A cada dia, o Movimento fica mais fortalecido, com a adesão de mais companheiros e companheiras. Ninguém quer perder conquistas, que foram obtidas como muito suor e muita luta”, afirma o presidente FETAEPE, Gilvan José Antunis.



A decisão sobre a greve foi tomada na quinta-feira (29), após 13 rodadas de negociação da 39a Campanha Salarial da Categoria. Porém as mobilizações só começaram na última segunda-feira. O encaminhamento ocorreu porque os patrões propuseram a retirada das horas in, e informaram que qualquer outro avanço na pauta só ocorreria se houvesse a renúncia a esse direito.

Dados indicam que há   cerca de 80 mil canavieiros/as no estado, entre safristas e trabalhadores efetivados. Com a retirada das horas in intinere, o canavieiro terá uma perda de 20% do salário.

As negociações da 39a Campanha Salarial da Categoria, coordenadas pela FETAEPE e Sindicatos da Zona da Mata, com o apoio da FETAPE e das centrais sindicais CTB e CUT, começaram no dia 9 de outubro, inclusive com paradas para que ocorresse uma escuta da base.



blog manhã nordestina.



quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Organização internacional apoia mobilização dos canavieiros de Pernambuco



Os canavieiros e canavieiras de Pernambuco entram, hoje, no terceiro dia de greve. Eles reivindicam que sejam mantidos, na Convenção Coletiva de Trabalho, os direitos historicamente conquistados, e que os patrões estão ameaçando retirar. Ontem, a FETAEPE (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais do Estado de Pernambuco), representante legal da categoria, recebeu a cópia de uma carta aberta da UITA (União Internacional das Associações de Trabalhadores Alimentícios, Agrícolas, Hoteleiros, Restauradores, Tabaco e Afins) aos empresários do Setor Sucroalcooleiro do estado, pedindo que eles revisem seu posicionamento e retomem o diálogo com os trabalhadores, buscando uma saída que beneficie a todos. O texto diz ainda que a instituição permanecerá acompanhando a situação, e que estará pronta para tomar, caso necessário, as medidas pertinentes, em nível nacional e internacional.

A FETAEPE se reuniu, ontem à tarde, com lideranças da Mata Norte e da Mata Sul, para fazer uma avaliação da paralisação. Ficou decidido que as mobilizações serão mantidas, até que os empresários voltem atrás na proposta de retirada das horas in itinere (tempo gasto pelo empregado, em transporte fornecido pelo empregador, de ida e volta até o local de trabalho). “A cada dia, o Movimento fica mais fortalecido, com a adesão de mais companheiros e companheiras. Ninguém quer perder conquistas, que foram obtidas como muito suor e muita luta”, afirma o presidente FETAEPE, Gilvan José Antunis.



A decisão sobre a greve foi tomada na quinta-feira (29), após 13 rodadas de negociação da 39a Campanha Salarial da Categoria. Porém as mobilizações só começaram na última segunda-feira. O encaminhamento ocorreu porque os patrões propuseram a retirada das horas in, e informaram que qualquer outro avanço na pauta só ocorreria se houvesse a renúncia a esse direito.

Dados indicam que há   cerca de 80 mil canavieiros/as no estado, entre safristas e trabalhadores efetivados. Com a retirada das horas in intinere, o canavieiro terá uma perda de 20% do salário.

As negociações da 39a Campanha Salarial da Categoria, coordenadas pela FETAEPE e Sindicatos da Zona da Mata, com o apoio da FETAPE e das centrais sindicais CTB e CUT, começaram no dia 9 de outubro, inclusive com paradas para que ocorresse uma escuta da base.



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