sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Conheça um pouco dessa história de Brejo da Madre de Deus.PE




Ao pesquisar a origem desta antiga edificação de minha cidade, descubro que a mesma, abrigou o equipamento que gerou energia pela primeira vez para Brejo da Madre de Deus.
Segue abaixo o cordel que conta a história do brejense que lutou para que este maquinário fosse adquirido e instalado, bem com os fatos e curiosidades deste processo.

Viva a poesia, obrigado a todos.
Principalmente a amiga Jane da Biblioteca, pelo apoio para a pesquisa e confecção deste cordel.

PEDRO GUENES E O MOTOR DE LUZ

Era década de vinte,simplicidade
Estampava vida primitiva, crua
Claridade vinha apenas do sol
Escurecendo somente com a lua
Ou lampião para poder enxergar
Durante noite conseguir trabalhar
Fazer um mandado, tarefa na rua

Situação não perdura, nem continua
Resolveram então este problema
Fevereiro, mil novecentos e vinte e sete
Instalaram este elétrico emblema
Dispositivo para produzir energia
Acabar com o medo, a agonia
A madrugada, misterioso dilema

O Motor de luz entrava em cena
Revelando serranas belezas e também
Mudando a rotina de tantos brejenses
Que agradeciam e diziam amén
Aplaudiam um habitante de pé
Que ainda hoje reconhecido é
Pedro Guenes um cidadão de bem

Praça batizada com seu nome tem
Um Grupo de Escoteiros ele nomeou
Personagem de grande relevância
Que nossa querida cidade iluminou
Pesquisados fatos e informações
Interpretadas letras e anotações
Segue agora a história do motor

Pedro Guenes encomendou e pagou
Maquinário pesado para se trazer
Foi desmanchado em vários volumes
Tantas peças conseguir locomover
Arrumadas,amarradas, pra depois
Saírem em nove carros-de-bois
Ponto de partida vamos conhecer

Registrado pra quem quiser saber
Estação Ferroviária Antônio Olinto
Tangendo animais e conduzindo
Descendo ladeira, apertam o cinto
Enfrentando mato, pedra e cipó
Território onde hoje é Tacaimbó
Ocorreu este transporte distinto

Trajeto de tom poético e sucinto
Pelos brejenses muito aguardado
Não viam a hora do motor chegar
Imaginando instrumento ligado
Trazendo novas cores pro sertão
A tão esperada e útil instalação
Um grande evento ser realizado

Ele chegou, portanto foi acomodado
Num ponto estratégico e central
Esquina da Maestro Tomás de Aquino
Com a Praça do Bom Conselho o local
"Usina Eléctrica", o estampado letreiro
Estava pronto, primeiro de fevereiro
Mil novecentos e vinte e sete, ano inaugural

Ocasião que teve  atenção especial
Edição única feita no Jornal A luz
Pela tipografia São Sebastião
Em Belo Jardim este impresso reluz
Trazendo ao público magnífico texto
Anunciando o programado contexto
Com rigor e organização se conduz

De uma a quatro da tarde, benção dos
Mecanismos e da casa referida
Muita música, fogos cortando céu
Dois de fevereiro festa prosseguida
Missa reunindo multidão de fiéis
A quantidade de vinte mil réis
Para os populares foi distribuída

A manutenção da obra construída
Sr. Antônio Virgínio quem fazia
Num descuido, falta de atenção
Aconteceu acidente certo dia
Correia de fibra do falado motor
Localizada entre o volante e o gerador
Engole-o, por pouco não o mataria

Mil novecentos e cinquenta a franquia
Acaba e trocam por outro avançado
José Batista de Queiroz Sobrinho
Prefeito "Dudu Queiroz" ordenou traçado
Pra cidade de Jataúba movido então
Acabar com o breu, a tal desolação
O motor de luz sendo reinstalado

Em 25 de setembro, 62, modificado
Sistema de distribuição de energia
Companhia Hidrelétrica do São Francisco
A " CHESF" assumiu e deu garantia
Motor de luz trouxe mudança, esperança
Nesta época configurou lembrança
Aos brejenses serviu com maestria

Ao lado da famosa local padaria
De seu Mário poderás encontrar
A edificação que outrora abrigou
Este motor, história irás presenciar
Construção permanecendo de pé
Conservando registro físico que é
Patrimônio para a gente preservar

Em poesia eu terminei de narrar
Pedro Guenes, o motor, a evolução
A memória cultural desta cidade
De tempos negros até a iluminação
O passado, passado para os demais
Simples versos aportando no cais
Do saudosismo de querida região

Amiga Jane da Biblioteca, gratidão
A Jane de Seu Biu do Hospital
Compartilhando saberes, ajudando
Neste trabalho ela foi primordial
Me despeço senhoras e senhores
Meus queridos amigos e leitores
Mais um cordel chego ao final

Jonnata Henrique 21/02/19



                  Blog manhã nordestina.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Conheça um pouco dessa história de Brejo da Madre de Deus.PE




Ao pesquisar a origem desta antiga edificação de minha cidade, descubro que a mesma, abrigou o equipamento que gerou energia pela primeira vez para Brejo da Madre de Deus.
Segue abaixo o cordel que conta a história do brejense que lutou para que este maquinário fosse adquirido e instalado, bem com os fatos e curiosidades deste processo.

Viva a poesia, obrigado a todos.
Principalmente a amiga Jane da Biblioteca, pelo apoio para a pesquisa e confecção deste cordel.

PEDRO GUENES E O MOTOR DE LUZ

Era década de vinte,simplicidade
Estampava vida primitiva, crua
Claridade vinha apenas do sol
Escurecendo somente com a lua
Ou lampião para poder enxergar
Durante noite conseguir trabalhar
Fazer um mandado, tarefa na rua

Situação não perdura, nem continua
Resolveram então este problema
Fevereiro, mil novecentos e vinte e sete
Instalaram este elétrico emblema
Dispositivo para produzir energia
Acabar com o medo, a agonia
A madrugada, misterioso dilema

O Motor de luz entrava em cena
Revelando serranas belezas e também
Mudando a rotina de tantos brejenses
Que agradeciam e diziam amén
Aplaudiam um habitante de pé
Que ainda hoje reconhecido é
Pedro Guenes um cidadão de bem

Praça batizada com seu nome tem
Um Grupo de Escoteiros ele nomeou
Personagem de grande relevância
Que nossa querida cidade iluminou
Pesquisados fatos e informações
Interpretadas letras e anotações
Segue agora a história do motor

Pedro Guenes encomendou e pagou
Maquinário pesado para se trazer
Foi desmanchado em vários volumes
Tantas peças conseguir locomover
Arrumadas,amarradas, pra depois
Saírem em nove carros-de-bois
Ponto de partida vamos conhecer

Registrado pra quem quiser saber
Estação Ferroviária Antônio Olinto
Tangendo animais e conduzindo
Descendo ladeira, apertam o cinto
Enfrentando mato, pedra e cipó
Território onde hoje é Tacaimbó
Ocorreu este transporte distinto

Trajeto de tom poético e sucinto
Pelos brejenses muito aguardado
Não viam a hora do motor chegar
Imaginando instrumento ligado
Trazendo novas cores pro sertão
A tão esperada e útil instalação
Um grande evento ser realizado

Ele chegou, portanto foi acomodado
Num ponto estratégico e central
Esquina da Maestro Tomás de Aquino
Com a Praça do Bom Conselho o local
"Usina Eléctrica", o estampado letreiro
Estava pronto, primeiro de fevereiro
Mil novecentos e vinte e sete, ano inaugural

Ocasião que teve  atenção especial
Edição única feita no Jornal A luz
Pela tipografia São Sebastião
Em Belo Jardim este impresso reluz
Trazendo ao público magnífico texto
Anunciando o programado contexto
Com rigor e organização se conduz

De uma a quatro da tarde, benção dos
Mecanismos e da casa referida
Muita música, fogos cortando céu
Dois de fevereiro festa prosseguida
Missa reunindo multidão de fiéis
A quantidade de vinte mil réis
Para os populares foi distribuída

A manutenção da obra construída
Sr. Antônio Virgínio quem fazia
Num descuido, falta de atenção
Aconteceu acidente certo dia
Correia de fibra do falado motor
Localizada entre o volante e o gerador
Engole-o, por pouco não o mataria

Mil novecentos e cinquenta a franquia
Acaba e trocam por outro avançado
José Batista de Queiroz Sobrinho
Prefeito "Dudu Queiroz" ordenou traçado
Pra cidade de Jataúba movido então
Acabar com o breu, a tal desolação
O motor de luz sendo reinstalado

Em 25 de setembro, 62, modificado
Sistema de distribuição de energia
Companhia Hidrelétrica do São Francisco
A " CHESF" assumiu e deu garantia
Motor de luz trouxe mudança, esperança
Nesta época configurou lembrança
Aos brejenses serviu com maestria

Ao lado da famosa local padaria
De seu Mário poderás encontrar
A edificação que outrora abrigou
Este motor, história irás presenciar
Construção permanecendo de pé
Conservando registro físico que é
Patrimônio para a gente preservar

Em poesia eu terminei de narrar
Pedro Guenes, o motor, a evolução
A memória cultural desta cidade
De tempos negros até a iluminação
O passado, passado para os demais
Simples versos aportando no cais
Do saudosismo de querida região

Amiga Jane da Biblioteca, gratidão
A Jane de Seu Biu do Hospital
Compartilhando saberes, ajudando
Neste trabalho ela foi primordial
Me despeço senhoras e senhores
Meus queridos amigos e leitores
Mais um cordel chego ao final

Jonnata Henrique 21/02/19



                  Blog manhã nordestina.

Página no Facebook

 

Manhã Nordestina Copyright © 2011 -- Template created by O Pregador -- Powered by Blogger