domingo, 3 de novembro de 2019

De família humilde, Oito tentativas, cinco vezes o Enem e a aprovação em medicina


Morador de Brasília Teimosa, de família humilde, Edgar está perto de se formar em medicina. Foto: Brenda Alcântara / JC Imagem

Oito tentativas. Cinco anos fazendo o Enem. Depois de muito esforço, bolsas em escolas e cursinhos,  centenas de horas de estudo e provas de vestibulares e do Enem, Edgar Paulo da Silva Neto conseguiu, em 2015, vaga no curso de medicina. Aos 33 anos e faltando pouco mais de um ano para se formar, ele será o primeiro da família a obter diploma de nível superior. Morador de Brasília Teimosa, bairro humilde da Zona Sul do Recife, filho de uma auxiliar de serviços gerais e um porteiro, Edgar mostra aos milhares de feras que farão o Enem que vale a pena insistir no sonho.
“Disciplina, perseverança e fé. Esses foram os ingredientes básicos que me fizeram passar em medicina. Ouvi de muitas pessoas que era um curso de rico, que eu não conseguiria passar, que devia tentar algo mais fácil. Dei ouvido e tentei biomedicina. Passei na UFPE, mas abandonei no primeiro ano”, conta Edgar.
“Pensei: só tenho uma vida e não quero passá-la frustrado porque não me tornei médico. Retomei os estudos. Por muito pouco não fui aprovado na UFPE. Mas como minha nota foi boa, conquistei bolsa na Universidade
Católica de Pernambuco, por meio do Prouni”, relata o rapaz, atualmente no 10º período da faculdade.
O melhor abraço que ganhou da mãe foi no dia que contou o resultado da seleção. “Ela percebia minha angústia, mas sempre torceu por mim. Ganhei o abraço mais apertado dela quando comuniquei que iria estudar medicina”, relembra Edgar.

“Estudei na escola pública até o ensino fundamental. Como jogava volei, consegui bolsa em colégio privado no ensino médio. Mas as lacunas do ensino que tive na rede pública eram muitas. Não sabia matemática básica nem português. Tive que aprender já no ensino médio”, diz.
Para os feras, o recado: “Sempre fui um estudante muito assíduo. E nunca falto aula. Ser bom ou mau estudante é relativo. O importante é você dar o melhor de si. Conhecimento é uma construção permanente. O que aprendi ontem se soma ao que vou aprender hoje. No Enem, conta saber resolver as questões. Mas equilíbrio emocional também é importante. O melhor é investir nas provas que mais pontuam para o curso que você deseja ingressar”, sugere Edgar.



               Blog manhã nordestina .




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domingo, 3 de novembro de 2019

De família humilde, Oito tentativas, cinco vezes o Enem e a aprovação em medicina


Morador de Brasília Teimosa, de família humilde, Edgar está perto de se formar em medicina. Foto: Brenda Alcântara / JC Imagem

Oito tentativas. Cinco anos fazendo o Enem. Depois de muito esforço, bolsas em escolas e cursinhos,  centenas de horas de estudo e provas de vestibulares e do Enem, Edgar Paulo da Silva Neto conseguiu, em 2015, vaga no curso de medicina. Aos 33 anos e faltando pouco mais de um ano para se formar, ele será o primeiro da família a obter diploma de nível superior. Morador de Brasília Teimosa, bairro humilde da Zona Sul do Recife, filho de uma auxiliar de serviços gerais e um porteiro, Edgar mostra aos milhares de feras que farão o Enem que vale a pena insistir no sonho.
“Disciplina, perseverança e fé. Esses foram os ingredientes básicos que me fizeram passar em medicina. Ouvi de muitas pessoas que era um curso de rico, que eu não conseguiria passar, que devia tentar algo mais fácil. Dei ouvido e tentei biomedicina. Passei na UFPE, mas abandonei no primeiro ano”, conta Edgar.
“Pensei: só tenho uma vida e não quero passá-la frustrado porque não me tornei médico. Retomei os estudos. Por muito pouco não fui aprovado na UFPE. Mas como minha nota foi boa, conquistei bolsa na Universidade
Católica de Pernambuco, por meio do Prouni”, relata o rapaz, atualmente no 10º período da faculdade.
O melhor abraço que ganhou da mãe foi no dia que contou o resultado da seleção. “Ela percebia minha angústia, mas sempre torceu por mim. Ganhei o abraço mais apertado dela quando comuniquei que iria estudar medicina”, relembra Edgar.

“Estudei na escola pública até o ensino fundamental. Como jogava volei, consegui bolsa em colégio privado no ensino médio. Mas as lacunas do ensino que tive na rede pública eram muitas. Não sabia matemática básica nem português. Tive que aprender já no ensino médio”, diz.
Para os feras, o recado: “Sempre fui um estudante muito assíduo. E nunca falto aula. Ser bom ou mau estudante é relativo. O importante é você dar o melhor de si. Conhecimento é uma construção permanente. O que aprendi ontem se soma ao que vou aprender hoje. No Enem, conta saber resolver as questões. Mas equilíbrio emocional também é importante. O melhor é investir nas provas que mais pontuam para o curso que você deseja ingressar”, sugere Edgar.



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