terça-feira, 29 de julho de 2025

Crise de Eduardo fortalece Flávio Bolsonaro como presidenciável da direita em 2026

 


Flávio Bolsonaro passou a ganhar apoio entre expoentes do Centrão e da base de seu pai para concorrer à Presidência em 2026.

Aliados do senador afirmam que ele resiste à ideia e que vai trabalhar para a reabilitação política de Jair Bolsonaro, que está inelegível, e pela sua reeleição no Legislativo. Eles dizem, porém, que, nos bastidores, Flávio chegou a admitir que pode “ir para o sacrifício” se for uma ordem do pai e se as pesquisas lhe derem segurança.

Em conversas recentes e a portas fechadas, o próprio Jair Bolsonaro passou a colocar Flávio como opção para disputar o Palácio do Planalto, segundo lideranças políticas que conversaram com o ex-presidente.

O movimento ocorre depois do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), até então cotado como o nome da família para concorrer à Presidência, passar a ser ameaçado de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo se tornou alvo de um inquérito policial, por sua atuação nos Estados Unidos em busca de punição de ministros da corte, em especial Alexandre de Moraes, e na defesa de Jair Bolsonaro e de uma anistia para o pai.

Com isso, Eduardo passou a ser criticado pelo Centrão e lideranças de seu próprio partido, o PL, que viram sua chance de disputar a Presidência contra Lula diminuir consideravelmente. Um dos motivos da perda de apoio é que o deputado federal não tem previsão alguma de retornar ao Brasil.

Nesse cenário, o nome de Flávio tem crescido especialmente no grupo que se opõe à candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência.

A avaliação desse segmento, que incluiu membros da própria família, é que o capital político de Jair Bolsonaro deve permanecer no clã Bolsonaro. Ainda há incômodo com a maneira como o governador de São Paulo atua. A crítica entre expoentes do centrão e da base bolsonarista é que Tarcísio toma as decisões de maneira muito centralizada e não é afeito à formar acordos.

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