quinta-feira, 4 de junho de 2026

FÁBRICA CLANDESTINA DE CIGARROS É FECHADA NO CABO DE SANTO AGOSTINHO -PE

Uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (4) desarticulou uma fábrica clandestina de cigarros falsificados em Pontezinha, no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. A ação foi conduzida pela Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), em parceria com a Polícia Federal e a Polícia Militar de Pernambuco.

Durante a fiscalização, as equipes encontraram uma estrutura utilizada para a fabricação ilegal de cigarros. No local havia grande quantidade de produtos já prontos para comercialização, além de matéria-prima, maquinários e equipamentos empregados na produção.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, o volume de cigarros apreendidos indica que a produção seria destinada não apenas ao mercado pernambucano, mas também a outros estados do Nordeste.

A operação resultou ainda no resgate de 18 trabalhadores paraguaios que, segundo a PF, estavam submetidos a condições análogas à escravidão. As investigações apontam que eles entraram no Brasil por diferentes meios e, ao chegarem ao local de trabalho, passaram a viver em regime degradante, sem liberdade para deixar as instalações e com seus documentos pessoais retidos.

Dois brasileiros foram presos durante a ação e autuados pelos crimes investigados. Após os procedimentos legais, eles serão submetidos à audiência de custódia. Caso as prisões sejam mantidas pela Justiça, os suspeitos serão encaminhados ao sistema prisional.

Os investigadores apuram a prática de contrabando, fabricação clandestina de produtos, crimes contra a saúde pública e as relações de consumo, infrações contra a ordem tributária e participação em organização criminosa. Somadas, as penas previstas para esses delitos podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

Além dos cigarros falsificados, os agentes apreenderam veículos e equipamentos utilizados na operação da fábrica clandestina. Todo o material será periciado e incorporado ao inquérito policial.

Os 18 trabalhadores resgatados foram liberados após a operação. O Ministério Público do Trabalho foi comunicado e deverá adotar as medidas cabíveis relacionadas às condições encontradas no local.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema e esclarecer a dimensão da rede responsável pela fabricação e distribuição dos cigarros falsificados na região.

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